Nossas NÃO-Eco-Bags


Nesses novos pares de óculos verdes que o mundo tem usado cria-se pouco a pouco uma revolução que se chama, entre tantas, o consumo consciente.

O tema ficou tão popular que agora é um ícone de moda. E bastou isso para grandes marketeiros (que muitos, em ideal são bem pequenos) distorcerem tudo…
Exemplo? A redução de plástico.
Todos sabem que para a produção do plástico se utiliza combustíveis fósseis: uma fonte de energia não-renovável, cuja extração é ecologicamente agressiva a Terra. Além da produção dióxido de carbono na sua produção, a dificuldade na sua reciclagem é imensa por causa da quantidade que hoje existe desse material e por sua demora para ser reintegrada ao cíclo da natureza: 100 anos pelo menos.
Voltamos para os consumidores que querem ser conscientes em pequenos gestos do dia a dia.
Vamos pensar no grande pequeno gesto que eles pensaram para colocar em prática esse movimento: usar eco-bags quando fizer compras para substituir as sacolinhas plásticas.
Então as formidáveis empresas vem nos ajudar nesse gesto ao nos vender nossas eco-bags. Elas vêem nisso mais uma oportunidade para fazer dinheiro. Ok fazer dinheiro – nada de errado aí, afinal precisamos dele nos gloriosos tempos modernos. Mas, essas empresas vêem a necessidade de fazer o máximo possível de dinheiro, gastando o mínimo possível do mesmo, custe a quem custar. E acaba custando bem caro: pro meio-ambiente, pra mão de obra escrava e infantil, pra falta de estímulo à economia local.
Num é que conseguem fazer uma eco-bag totalmente NÃO-eco?
A produzem do outro lado do mundo a um preço ridículo (e quando os preços são ridículos, como via de regra, alguma parte do processo está sendo sacrificada – pessoas, a Terra, enfim). Aí transportam as lindas-eco-bags-produzidas-por-crianças-na-Ásia para o outro lado do mundo, estupeficando sua pegada de carbono. Por fim, vendem ela a um preço caro e com uma nano-etiqueta de procedência.
Fique indignado, bem indignado.
A hipocrisia dessas empresas é tamanha – totalmente na cara-de-pau, e ao invés de estimularem o consumo consciente, tornam este cada vez mais difícil, desencorajando muitos esforços genuínos. Estimulando apenas o consumismo sistêmico de um item que todo mundo já tem realmente: uma sacola velha que pode ser usada denovo e denovo para fazer suas compras no mercado.

Me perdoem a revolta, mas a verdade é que quero ir além do pessimismo.
Aplicando o princípio cíclico da vida: ao fundo de cada pessimismo existe otimismo, certo?
Ou melhor: toda crise é uma oportunidade.

O que podemos fazer então?

USE UMA VELHA SACOLA DE ECO-BAG (pode até remodelá-la e fazer declarações verdes na lateral) OU MESMO UMA CAIXA DE PAPELÃO.

VOLTE A USAR SEU NOSTÁLGICO CARRINHO DE FEIRA (mesmo para ir ao mercado).

LEIA ETIQUETAS, principalmente as pequenas.

Recuse apoiar o sistema dessas empresas ao comprar na loja deles, PREFIRA OS PEQUENOS VENDEDORES E LOJAS REGIONAIS OU BAIRRISTAS.

Não se sinta desencorajado com a falta de comprometimento dos outros e de empresas, TENHA ORGULHO DA SUA INICIATIVA!

CONTINUE SORRINDO! E faça sua happy dance.

Aqui, o vídeo que inspirou esse post, uma versão bem humorada, com ótima trilha e que dá nome à alguns um bois:

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