Vida doce, vida amarga

 

Há tempos não escrevo no blog. Talvez por divergência de interesse ou por não ter viajado tanto mais ou vai saber porquê mesmo.
Tenho experimentado viver em um lugar por mais de um ano. Isso é inovador pra mim. Não derrubar o castelo de areia que construo, vejo lado bonito de continuar construindo; ver e procurar o lado aventureiro nisso também.
Na minha cidade natal, vivo.
Vivo e aprendo a aplicar a bagagem que carrego dos lugares que fui, pessoas que conheci e sonhos que sonhei.
Nos lugares do dia a dia, de uma cidade a qual conheço bem e uma cultura que é o meu berço… Num lugar onde “nada mudou”, aprendi que a verdadeira beleza está nos olhos de quem admira e não na beleza do lugar em si.
Quando estive em Fernando de Noronha, PE, no final do ano passado, ao visitar uma das partes que eu julguei das mais bonitas da ilha, caminhava junto com o guia e duas viajantes. Tanto o guia (mesmo morando lá) quanto uma delas e eu ficamos enamorados daquela paisagem. Reparando no gosto do vento, o tom da cor do mar que espelha o céu,  o calor que a pedra transmitia aos meus pés… A outra mulher se cansava daquilo, diza ser feio… Dizia ser feio! Também acho impossível… Mas deixei ela ser amarga. Por mais explícita aquela beleza, ela jamais enxergaria. Ela não queria ver e então era cega àquilo tudo de mais belo que a cercava.
A vida é assim: doce ou amarga por conseqüência do que nós mesmos enxergamos.

Fernando de Noronha 2

Fernando de Noronha 2

 

Fernando de Noronha 3

Fernando de Noronha 3

Fernando de Noronha 4

Fernando de Noronha 4

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